segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Frustrações Literárias

Demorei exatamente uma semana até decidir qual seria meu primeiro post nesse Blog. Depois de muito pensar, escolhi falar sobre uma coisa que muito me aflige - minha coleção de livros.
Amanhã ela deve chegar a 63 títulos, distribuídos em duas prateleiras e um pedaço de armário. Até aí tudo bem, mas o problema começa quando tento contar os que já li. Eu admito, com toda a infelicidade do mundo, que coleciono frustrações literárias.
Além daquelas obras que li vejo um amontoado de livros que comprei e nunca passei de seus sumários ou contra-capas. Meus órfãos convivem em paz e repouso, em uma espécie de vitrine de assuntos inacabados, que divido (na medida do possível) em eixos temáticos. Um Fama e Anonimato (ganhado no primeiro ano de faculdade com uma dedicatória de um professor) recosta-se amigavelmente na Apuração da Notícia. Os dois ainda têm um vizinho ilustre - o homem vitruviano da capa de um Understanding Media, de Mcluham, me encara sério e esperançoso.
Passo para a parte de história, onde O Processo Civilizador, de Norbert Elias, preserva-se virgem na companhia do Os Contos do Vigário, sucesso de um professor. Na divisão de ficção a coisa é ainda pior, tenho O Poderoso Chefão inacabado acompanhado do segundo volume de Dom Quixote. Mafioso e fidalgo esperam por serem concluídos. Tão longe de uma leitura quanto da realidade, Os Próprios Deuses, de Asimov, aguarda cabisbaixo na fila.
Poderia ficar horas me lamentando sobre as grandes obras que tenho intactas, mas não tenho moral para tanto. Amanhã faço mais dois reféns: Pandemias e A História da Humanidade contada pelos Vírus. Sabe-se lá quando essas novas aquisições serão aproveitadas.
Como conclusão (e desculpa) deixo uma citação que tem sua beleza, e a promessa de que, aos poucos, conseguirei postar análises de cada uma dessas preciosidades que por enquanto só enfeitam meu quarto.
" O que censuro aos jornais é fazer-nos prestar atenção todos os dias a coisas insignificantes, ao passo que nós lemos três ou quatro vezes na vida os livros em que há coisas essenciais. " Marcel Proust

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