Em uma aula de faculdade um professor citou e comentou um texto bem escrito sobre a personificação do mercado econômico. O autor talentoso levava a prosa de forma ágil e bem-humorada, citando os argumentos recorrentes de "o mercado está irritado", "o mercado quer" e "agradou ao mercado".
Hoje pude visulumbrar o "rosto" desse Mercado, com "emê" maiúsculo. Ele me olhou nos olhos e me mediu. Julgou-me e executou minha sentença. Me atravessou e derrubou, tudo isso sem nem ao menos me ver. Muito pelo contrário, fui eu quem o vi, observando-o e radiografando seus traços artificiais e pupilas opacas. Descobri que ele não existe, não é, não vive e não vê a vida.
Esse Mercado do qual eu e todos os jornalistas falam é uma máscara. Uma máscara única usada por diversos rostos que precisam esconder suas próprias identidades. Eles usam esse manto, essa mortalha, para tomar atitudes desumanas sem apresentar remorso algum.
Se eu tivesse que descrever para você essa "não-face", arriscaria usar uma definição até que bem comum no imaginário da humanidade. Defino para você o Mercado como algo de tecido branco. Seu formato é cônico para o topo da cabeça. Cerca de 40 centímetros acima do escalpo erqgue-se uma ponta ereta e fina. Só o que quebra o padrão alvo são os dois buracos feitos para os olhos. Só isso. Pano branco e buracos, o Mercado é somente isso. Sem emoções ou atitudes.
Mas eu posso fazer mais. Arranco essa máscara de Mercado e faço essas pessoas finalmente me olharem nos olhos. Agora vejo o que já foi dito em uma música: "Homens do passado, pisando no futuro e vivendo de (e do) presente".
Você com certeza já conheceu um membro dessa seita (sim, os opinadores e fiéis do Mercado podem ser comparados com uma seita rudimentar). Eles estão soltos pelo mundo tomando decisões por mim e por você. Eles desfilam e vivem o que acham ser algo superior. São os juízes dO Processo de Kafka. Inatingíveis em sua soberba.
Escrevo esse texto em uma suspiro de indignação, quase um choro. Disse que pude vislumbrar esse ser e todos aqueles homens por trás da máscara, e isso é verdade. Mas o preço que paguei foi grande demais. Eu estou ferido por essa realidade. Mutilado pela consciência de que é assim que tudo funciona e de que, se quiser concluir meus objetivos, terei que conviver com isso minha vida inteira.
Quantas outras vezes erguerei sorrisos e piadas de fachada? Quantas outras tantas serei descartado? Descartarei, enfim, outro ser quando (e se) eu chegar um dia ao patamar de "dono do mundo"? Fico sem saber o que dizer, num silêncio incompleto que pesa e sangra em lágrimas salgadas.
...
De um jovem que, hoje, teme perder sua humanidade e seu coração.
Ideias de pedra
Divagações, acertos e pensamentos de um cabeça dura
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Histeria e monstruosidade - um texto sobre a hipocrisia e a ordem sociais
Histeria e monstruosidade
As milícias e os assassinos de farda são o novo monstro da classe média brasileira. O que antes era ficção agora virou terror, já que essa criatura nefasta foi avistada no pior lugar que poderia estar – circuitos internos flagraram o horror em capas de jornais e revistas, o rosto do “Brasil” e do “cidadão”. Não pela primeira vez, o medo e a indignação tomaram a opinião pública, mostrando toda a hipocrisia de uma sociedade cega que vive de espetáculo e de uma falsa mobilização.
Essa inversão de papéis não é novidade como se vende hoje, mas vem de um lugar distante. O que amedronta a sociedade é que a ação das milícias fez um movimento proibido – de cima do morro para o asfalto, do Norte para o Sul do Rio, das bordas para o centro das capitais. O mais chocante para jornalistas, leitores e “opinadores” é a falta de limites desses bandidos. Em outras palavras o que é dito é: “Como ousam fazer isso com alguém que nem é ‘favelado’?”. Momentos como esse transbordam o pensamento de uma elite, transformando o que antes era velado em indignação geral. Assim a manutenção de uma posição ergue-se como uma bandeira de “bem de todos e felicidade geral da Nação”.
Sociólogos especialistas em aparecer nos telejornais começam a multiplicar-se proliferando um discurso arcaicamente novo que pela primeira vez na semana encontra a causa das milícias. Todos fingem surpreender-se com o salário e o despreparo dos policiais, derramando lágrimas de crocodilo e maldizendo a insegurança pública e a incompetência do Estado. O País chora o infinito de algumas semanas, tempo suficiente para um retorno estratégico dos esquadrões da morte oficiais. O assunto se encerra quando o monstro busca novamente a cobertura dos barracos de alvenaria e chão de barro, milagrosamente blindados contra qualquer tipo de olhar. A calamidade se encerra onde começa e o silêncio reina absoluto até outro borbulhar da violência, com ou sem Rolex roubado, por merecimento ou não.
As coisas retornam para seus devidos lugares e os vigilantes do bem comum podem então prestar novamente atenção nas Olimpíadas e Copas do Mundo, cansando-se com os aeroportos de vez em quando. Assim as armas fardadas voltam para sua função e alvos originais, mantendo, pelo terror, os menos cidadãos na linha. A ordem e o progresso seguem de novo seu curso enquanto a corregedoria lava as mãos do sangue de jovens que sempre estão a 9 mm e 6 balas de um tênis ou um celular novos. A máscara de pena é recolocada até outra anomia da ordem caótica existente. No fim resta o silêncio de uma ditadura social que não interessa para jornalistas e intelectuais. A monstruosidade miliciana volta a ser folclore enquanto um monstro maior pode continuar a mastigar sem medo de ser visto.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Sobre a nostalgia
Nessa semana aproveitei uma das melhores manhãs das minhas férias. Acordei cedo na casa da minha namorada e, por pedir e insistir, fui deixado por minha sogra no Shopping Tatuapé, a uns seis quilômetros de casa.
Aposentei o bilhete único e resolvi fazer todo o trajeto a pé, aproveitando a oportunidade para me exercitar um pouco. O caminho levou exatamente uma hora e quarenta minutos, contando o tempo que levei para tomar um café da manhã na padaria e para escrever um pensamento abaixo em meu caderno.
O mais legal de tudo não foi sacudir a poeira e o sedentarismo ao fazer uma atividade física, mas poder passear sem pressa pelo bairro onde cresci.
Nesses seis quilômetros encarei subidas e descidas só para passar pela frente das casas que morei. Foram cinco no total, o que deve ter alongado o percurso um pouco. Por estar sozinho e sem carro pude parar e observar esses lugares com afeto, percebendo detalhes interessantes como o aumento das grades e portões e até algumas reformas totais.
Foi embalado nessa maré de lembranças que pude refletir um pouco sobre o que é nostalgia, pensamento que tento expressar abaixo:
Você sente saudades de quê?
Aposentei o bilhete único e resolvi fazer todo o trajeto a pé, aproveitando a oportunidade para me exercitar um pouco. O caminho levou exatamente uma hora e quarenta minutos, contando o tempo que levei para tomar um café da manhã na padaria e para escrever um pensamento abaixo em meu caderno.
O mais legal de tudo não foi sacudir a poeira e o sedentarismo ao fazer uma atividade física, mas poder passear sem pressa pelo bairro onde cresci.
Nesses seis quilômetros encarei subidas e descidas só para passar pela frente das casas que morei. Foram cinco no total, o que deve ter alongado o percurso um pouco. Por estar sozinho e sem carro pude parar e observar esses lugares com afeto, percebendo detalhes interessantes como o aumento das grades e portões e até algumas reformas totais.
Foi embalado nessa maré de lembranças que pude refletir um pouco sobre o que é nostalgia, pensamento que tento expressar abaixo:
Nostalgia é um sentimento mental e físico que brota da parte de trás da cabeça 'brumando-se' através do cérebro. Atravessa neurônios e décadas, chegando aos olhos que enchem-se de lágrimas de imagens antigas. A alma (ou consciência, como preferir) fica solta em um não-instante, balançando-se entre a tênue linha entre o passado e o presente.
Solto no espaço é possível percorrer pessoas, objetos e cômodos da casa de um outro 'eu' que já não existe, mas habita um espaço cativo e feliz em nossas histórias e mentes.
Nostalgia é, antes de uma viagem no tempo, o luto de uma homenagem a um tempo que já passou. Nem melhor e nem pior, só um tempo e um 'eu' diferentes.
Você sente saudades de quê?
terça-feira, 5 de julho de 2011
Tentativa
Definir a si mesmo é igual a ordenar uma velha estante de livros. Primeiro tiramos todas as obras que acumulamos com o tempo, limpando a poeira de anos de uso e não uso. Tiramos os rótulos, o senso comum e as definições preconcebidas aplicadas e auto-aplicadas durante anos. Descartamos aquelas publicações infantis que nunca mais leremos, e as visões já ultrapassadas de nós. O que resta depois é tentar reordenar tudo novamente, pendurando palavras inéditas em velhas molduras.
Minha faxina ontológica é pesada. Caem conceitos adolescente e outros nem tanto e eu sigo buscando a palavra certa. Grunge vai direto para o lixo, estava cheia de bolor. Thelemita não cabe mais, era inconveniente, uma filosfia de vida impressa em A2. Evolução, busca e Deus? Nenhuma! Todas essas são visões ultrapassadas, não se adequaram à minha nova norma, caíram. No final, seguro apenas uma palavra, que, numa ironia, fica perfeita para o título desse texto: Tentativa.
Esse grupo de nove letras foi a única coisa que resistiu à pressão de adequar-se como definição de uma coisa tão complexa. Ela é a única palavra que consigo levar a qualquer nível, me definindo sem me importar com a profundidade. "Tento na vida", "Tento a vida" e "tento vida". Fico feliz por alguns segundos com minha nova carapuça, até perceber que algo com tantas funções só pode ser algo que não faz nada. O que resta então? O melhor é não tentar. Não definir.
Penso que sou uma coisa que, sei, está ali comigo, mas torna-se inacessível a partir do momento em que procuro. Sou completamente meu e exclusivo quando não penso ou me importo com isso de me definir, mas me escapo assim que quero ter a mim. O que sobra dessa vez? É um não-ser que é quando em descanso. Uma língua parada sem som ou saliva, uma caneta parada que encara a folha em branco. No fim, o que me resta é o enigma de ser uma estante vazia.
* Texto escrito(e escorraçado) para a disciplina Técnicas de Redação II.
Minha faxina ontológica é pesada. Caem conceitos adolescente e outros nem tanto e eu sigo buscando a palavra certa. Grunge vai direto para o lixo, estava cheia de bolor. Thelemita não cabe mais, era inconveniente, uma filosfia de vida impressa em A2. Evolução, busca e Deus? Nenhuma! Todas essas são visões ultrapassadas, não se adequaram à minha nova norma, caíram. No final, seguro apenas uma palavra, que, numa ironia, fica perfeita para o título desse texto: Tentativa.
Esse grupo de nove letras foi a única coisa que resistiu à pressão de adequar-se como definição de uma coisa tão complexa. Ela é a única palavra que consigo levar a qualquer nível, me definindo sem me importar com a profundidade. "Tento na vida", "Tento a vida" e "tento vida". Fico feliz por alguns segundos com minha nova carapuça, até perceber que algo com tantas funções só pode ser algo que não faz nada. O que resta então? O melhor é não tentar. Não definir.
Penso que sou uma coisa que, sei, está ali comigo, mas torna-se inacessível a partir do momento em que procuro. Sou completamente meu e exclusivo quando não penso ou me importo com isso de me definir, mas me escapo assim que quero ter a mim. O que sobra dessa vez? É um não-ser que é quando em descanso. Uma língua parada sem som ou saliva, uma caneta parada que encara a folha em branco. No fim, o que me resta é o enigma de ser uma estante vazia.
* Texto escrito
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Reflexão acerca da língua
Exercício feito para a matéria Técnicas de Redação II. A meta era descrever minha relação com a língua.
Homem e menino
Era homem de domínio. Bem visto e quisto exatamente pela arte de dominar. Torcia e retorcia seu léxico, espichando-o a seu bel prazer conforme suas necessidades e usos. Para a plateia que assistia, ele era um malabarista equilibrando prefixos, sufixos e aspas bem colocadas enquanto brincava de palavras. Jogava um “pseudo” e o público urrava, incendiava algum “medíocre” e a comoção era incontestável.
Quando ganhou experiência ficou insuportável. O gosto pela ciência ampliou sua sensação de controle. Era agora o dono de sua linguagem, e os sintagmas eram Pulex irritans em seu circo. Navegava por filos, reinos e famílias. Colecionava “logias”, ”tomias”, “oses” e “istas”. Já nem mais falava, discursava com certeza. Conversar não era preciso, já que apenas interessavam aquelas experiências que envolviam colisões de núcleos atômicos, células embrionárias e “trezentos mil quilômetros por segundo”. Mas um dia a vontade do empirismo venceu.
A língua rebelde rebelou-se, quebrando correntes estilísticas como se fossem de papel, e destroçando todo o garbo, e inundando pensamentos com frases e sujeitos e verbos e indagações. Sem mais ritmo, sem mais nada, sem saber de nada, era um nada nonada, era menino. Suas pulgas sumiram e refugiaram-se no seu colchão. Não era mais dono de suas letras e fonemas, estes o possuíam, e retorciam e moldavam, mas sem equilibrá-lo, já que parte da diversão era vê-lo cair.
Ele caiu, dominado. Sem as tradicionais certezas, agora só o ser de certeza. Tinha e era “serteza”. Errado mas nunca tão certo, afogado mas respirando como nunca, iletrado de todas as letras mas entendido e erudito como nunca. Não mais homem cientista, virava agora menino alquimista. Na busca incessante de um eu que transforma letras em ouro. Vida eterna em papel de pão. Finalmente ele, irmão da língua.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Reflexões acerca da santidade
Texto escrito hoje pela manhã na Igreja Nª Sª da Saúde:
Como medir a força da dedicação?
Quem pode impor limites e potências à pureza de uma voz que sibila?
De joelhos e cabeça baixa, a mulher roga força, conselhos e amor em casa "s" pronunciado.
É um murmurar de fé que carrega toda a beleza da crença, ofuscando quaisquer eventuais defeitos da instituição Igreja.
Inquisição e séculos de opressão religiosa não são páreos para a humildade de quem se recolhe e entrega a alma ao pedir auxílio divino ou agradecer as bençãos recebidas.
A essência dos santos está em recolher em si a divindade da fé pura.
Está na entrega e na total confiança de quem segura na mão de Deus e vai.
Ao homem comum, que ainda não explorou esse potencial, sobra o medo e a insegurança de ajoelhar-me. Eu tenho medo e apenas fico sentado e é exatamente por isso, por manter essa distância, que posso reconhecer que essa mulher que reza é uma santa.
Como medir a força da dedicação?
Quem pode impor limites e potências à pureza de uma voz que sibila?
De joelhos e cabeça baixa, a mulher roga força, conselhos e amor em casa "s" pronunciado.
É um murmurar de fé que carrega toda a beleza da crença, ofuscando quaisquer eventuais defeitos da instituição Igreja.
Inquisição e séculos de opressão religiosa não são páreos para a humildade de quem se recolhe e entrega a alma ao pedir auxílio divino ou agradecer as bençãos recebidas.
A essência dos santos está em recolher em si a divindade da fé pura.
Está na entrega e na total confiança de quem segura na mão de Deus e vai.
Ao homem comum, que ainda não explorou esse potencial, sobra o medo e a insegurança de ajoelhar-me. Eu tenho medo e apenas fico sentado e é exatamente por isso, por manter essa distância, que posso reconhecer que essa mulher que reza é uma santa.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Frustrações Literárias
Demorei exatamente uma semana até decidir qual seria meu primeiro post nesse Blog. Depois de muito pensar, escolhi falar sobre uma coisa que muito me aflige - minha coleção de livros.
Amanhã ela deve chegar a 63 títulos, distribuídos em duas prateleiras e um pedaço de armário. Até aí tudo bem, mas o problema começa quando tento contar os que já li. Eu admito, com toda a infelicidade do mundo, que coleciono frustrações literárias.
Além daquelas obras que li vejo um amontoado de livros que comprei e nunca passei de seus sumários ou contra-capas. Meus órfãos convivem em paz e repouso, em uma espécie de vitrine de assuntos inacabados, que divido (na medida do possível) em eixos temáticos. Um Fama e Anonimato (ganhado no primeiro ano de faculdade com uma dedicatória de um professor) recosta-se amigavelmente na Apuração da Notícia. Os dois ainda têm um vizinho ilustre - o homem vitruviano da capa de um Understanding Media, de Mcluham, me encara sério e esperançoso.
Passo para a parte de história, onde O Processo Civilizador, de Norbert Elias, preserva-se virgem na companhia do Os Contos do Vigário, sucesso de um professor. Na divisão de ficção a coisa é ainda pior, tenho O Poderoso Chefão inacabado acompanhado do segundo volume de Dom Quixote. Mafioso e fidalgo esperam por serem concluídos. Tão longe de uma leitura quanto da realidade, Os Próprios Deuses, de Asimov, aguarda cabisbaixo na fila.
Poderia ficar horas me lamentando sobre as grandes obras que tenho intactas, mas não tenho moral para tanto. Amanhã faço mais dois reféns: Pandemias e A História da Humanidade contada pelos Vírus. Sabe-se lá quando essas novas aquisições serão aproveitadas.
Como conclusão (e desculpa) deixo uma citação que tem sua beleza, e a promessa de que, aos poucos, conseguirei postar análises de cada uma dessas preciosidades que por enquanto só enfeitam meu quarto.
Amanhã ela deve chegar a 63 títulos, distribuídos em duas prateleiras e um pedaço de armário. Até aí tudo bem, mas o problema começa quando tento contar os que já li. Eu admito, com toda a infelicidade do mundo, que coleciono frustrações literárias.
Além daquelas obras que li vejo um amontoado de livros que comprei e nunca passei de seus sumários ou contra-capas. Meus órfãos convivem em paz e repouso, em uma espécie de vitrine de assuntos inacabados, que divido (na medida do possível) em eixos temáticos. Um Fama e Anonimato (ganhado no primeiro ano de faculdade com uma dedicatória de um professor) recosta-se amigavelmente na Apuração da Notícia. Os dois ainda têm um vizinho ilustre - o homem vitruviano da capa de um Understanding Media, de Mcluham, me encara sério e esperançoso.
Passo para a parte de história, onde O Processo Civilizador, de Norbert Elias, preserva-se virgem na companhia do Os Contos do Vigário, sucesso de um professor. Na divisão de ficção a coisa é ainda pior, tenho O Poderoso Chefão inacabado acompanhado do segundo volume de Dom Quixote. Mafioso e fidalgo esperam por serem concluídos. Tão longe de uma leitura quanto da realidade, Os Próprios Deuses, de Asimov, aguarda cabisbaixo na fila.
Poderia ficar horas me lamentando sobre as grandes obras que tenho intactas, mas não tenho moral para tanto. Amanhã faço mais dois reféns: Pandemias e A História da Humanidade contada pelos Vírus. Sabe-se lá quando essas novas aquisições serão aproveitadas.
Como conclusão (e desculpa) deixo uma citação que tem sua beleza, e a promessa de que, aos poucos, conseguirei postar análises de cada uma dessas preciosidades que por enquanto só enfeitam meu quarto.
" O que censuro aos jornais é fazer-nos prestar atenção todos os dias a coisas insignificantes, ao passo que nós lemos três ou quatro vezes na vida os livros em que há coisas essenciais. " Marcel Proust
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